{"id":496,"date":"2025-08-10T22:23:00","date_gmt":"2025-08-10T19:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.ucrania.com.pt\/?p=496"},"modified":"2026-04-18T10:56:48","modified_gmt":"2026-04-18T07:56:48","slug":"ucrania-cuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ucrania.com.pt\/pt\/2025\/08\/10\/ucrania-cuba\/","title":{"rendered":"Por que os ucranianos em Portugal participam em atos de solidariedade com Cuba e contra o bloqueio"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Nas ruas de Portugal, \u00e9 cada vez mais comum ver manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade internacional, onde caminham ombro a ombro portugueses, latino-americanos, di\u00e1sporas africanas e ucranianos. Para uma parte da comunidade ucraniana, participar em atos de apoio a Cuba e contra o bloqueio econ\u00f3mico n\u00e3o \u00e9 um paradoxo, mas sim um ato consciente de unidade de classe e humana.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Enquanto as capitais ocidentais esperavam para ver o que aconteceria com o fim da URSS, foi Cuba quem primeiro demonstrou vontade pol\u00edtica e reconheceu o direito da Ucr\u00e2nia \u00e0 independ\u00eancia. N\u00e3o foram os vizinhos por c\u00e1lculo, nem as grandes pot\u00eancias por interesse, mas Cuba \u2014 um pa\u00eds que conhecia bem o pre\u00e7o da soberania e da resist\u00eancia \u00e0 press\u00e3o externa.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Mem\u00f3ria viva de Chernobil: Cuba n\u00e3o esqueceu<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Para muitos ucranianos, a rela\u00e7\u00e3o com Cuba \u00e9 definida n\u00e3o por slogans pol\u00edticos, mas pela hist\u00f3ria de ajuda m\u00fatua. Ap\u00f3s o desastre de Chernobil, milhares de crian\u00e7as ucranianas receberam tratamento e reabilita\u00e7\u00e3o em Cuba. Num momento em que os sistemas estatais estavam sobrecarregados, o povo cubano \u2014 ele pr\u00f3prio vivendo sob severas restri\u00e7\u00f5es \u2014 abriu as suas portas.<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o dos ucranianos nestes atos de solidariedade \u00e9 um agradecimento direto por vidas salvas. \u00c9 a prova de que o internacionalismo socialista n\u00e3o conhece fronteiras.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>O bloqueio \u00e9 uma arma contra as pessoas comuns<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os participantes destas a\u00e7\u00f5es sublinham: o bloqueio a Cuba n\u00e3o \u00e9 uma pol\u00edtica abstrata, mas um instrumento de puni\u00e7\u00e3o coletiva. Ele atinge os mais vulner\u00e1veis:<br>\u2014 fam\u00edlias que n\u00e3o conseguem aceder a medicamentos;<br>\u2014 reformados sem acesso a bens essenciais;<br>\u2014 hospitais e escolas que sofrem com a falta de recursos.<\/p>\n\n\n\n<p>Lutar contra o bloqueio \u00e9 defender o direito de cada pessoa \u00e0 vida, \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 dignidade. \u00c9 uma posi\u00e7\u00e3o humanista, n\u00e3o geopol\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>A experi\u00eancia da crise n\u00e3o permite ficar indiferente<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O povo ucraniano conhece bem a press\u00e3o econ\u00f3mica, a escassez, o deslocamento for\u00e7ado e a luta pela sobreviv\u00eancia. \u00c9 por isso que muitos ucranianos em Portugal sentem profundamente a injusti\u00e7a quando um pa\u00eds inteiro sufoca durante d\u00e9cadas sob o jugo das san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o se trata de apoiar um governo estrangeiro \u2014 trata-se de solidariedade com um povo que, tal como os ucranianos, se recusa a curvar-se sob press\u00e3o externa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Portugal: onde a voz dos trabalhadores \u00e9 ouvida<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Portugal tem uma rica tradi\u00e7\u00e3o de movimento oper\u00e1rio, luta sindical e democracia de rua. Aqui, os migrantes podem expressar abertamente a sua posi\u00e7\u00e3o sobre quest\u00f5es internacionais. Para os ucranianos que vivem neste pa\u00eds, participar nestas a\u00e7\u00f5es \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o natural da luta por justi\u00e7a que tamb\u00e9m travam na sua terra natal.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Solidariedade sem dois pesos e duas medidas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os ativistas ucranianos est\u00e3o convencidos: se lutas pelos direitos do teu povo, pela soberania e por princ\u00edpios humanit\u00e1rios, n\u00e3o podes calar-te quando outros sofrem. \u00c9 por isso que saem \u00e0s ruas em apoio a Cuba \u2014 para dizer que nenhum povo deve viver sob o jugo de um cerco econ\u00f3mico.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\"><\/blockquote>\n\n\n\n<p><strong><em>A comunidade ucraniana em Portugal n\u00e3o \u00e9 monol\u00edtica. Mas o simples facto de ucranianos participarem em a\u00e7\u00f5es &#8220;M\u00e3os Fora de Cuba&#8221; prova o essencial: a verdadeira solidariedade n\u00e3o se constr\u00f3i sobre nacionalidades, mas sobre mem\u00f3ria comum, apoio m\u00fatuo e a convic\u00e7\u00e3o de que os direitos humanos n\u00e3o se vendem nem se bloqueiam.<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nas ruas de Portugal, \u00e9 cada vez mais comum ver manifesta\u00e7\u00f5es de solidariedade internacional, onde caminham ombro a ombro portugueses, latino-americanos, di\u00e1sporas africanas e ucranianos. 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